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Primeira experiência com um agente de código

19 de marco de 2026
3 min de leitura

Neste artigo

  • Um agente mexendo no meu computador
  • O projeto
  • Minha primeira decisão: contexto
  • Documentação como interface para a IA
  • Estrutura
  • Separando responsabilidades
  • Como estou usando o agente
  • Exemplo de feature
  • Backend
  • Frontend
  • Notificações
  • Infraestrutura
  • O que ficou claro até agora
  • Conclusão

Um agente mexendo no meu computador#

Essa foi a primeira vez que usei uma ferramenta que não só sugere código,
mas age diretamente no projeto por mim.

Ainda não sei qual é a melhor forma de usar isso.

Mas rapidamente ficou claro que não é só sobre pedir coisas —
é sobre como você prepara o ambiente para ela trabalhar.


O projeto#

Estou usando isso em um projeto real:

Entrelinhas (GitHub)

A ideia não é testar em algo isolado,
mas entender como esse tipo de ferramenta se comporta em um sistema de verdade.


Minha primeira decisão: contexto#

Sem saber muito bem por onde começar, fui no instinto:

Se a IA depende de contexto, então eu preciso maximizar esse contexto.

Escolhi usar um monorepo.

Mais do que organização, foi uma forma de:

  • manter tudo próximo
  • evitar perda de contexto
  • facilitar o entendimento global do sistema pela IA

Documentação como interface para a IA#

Criei uma pasta na raiz:

text
docs/

Mas o objetivo aqui não era documentação tradicional.

Era criar uma espécie de camada de entendimento para a IA.

Estrutura#

  • context.md visão geral do produto
  • api-reference.md contratos da API
  • architecture.md decisões arquiteturais
  • rules.md regras que o agente deve seguir ao escrever código
  • future-roadmap.md funcionalidades futuras

Separando responsabilidades#

Eu não usei o agente para tudo.

O frontend eu gerei usando o v0 e coloquei em:

text
apps/web

E deixei o agente responsável apenas pelo backend:

text
apps/api

Isso evitou decisões inconsistentes na UI e deixou o fluxo mais previsível.


Como estou usando o agente#

Ao invés de prompts vagos, comecei a usar instruções mais restritas.

Exemplo:

txt
Implemente as funcionalidades descritas no documento
docs/future-roadmap.md com foco em consistência com a
arquitetura atual (NestJS + Prisma + Next.js App Router).

Regras importantes:
- Não quebrar funcionalidades existentes
- Manter o estilo atual do código
- Reutilizar services, DTOs e patterns já existentes
- Toda regra de negócio deve ser validada no backend
- Frontend deve apenas refletir estados do backend

Isso melhorou bastante a consistência do que foi gerado.


Exemplo de feature#

Sistema de mensagens com limite por ciclo:

  • usuário pode enviar até 3 mensagens seguidas
  • depois precisa aguardar resposta
  • após ambos interagirem, cooldown de 3 horas

Backend#

  • controla estado da conversa
  • valida regras
  • retorna erros claros

Frontend#

  • apenas reflete estado
  • desabilita ações
  • comunica o usuário de forma simples

Notificações#

  • evento new_message
  • marcação como lida
  • indicadores visuais
  • respeito às preferências do usuário

Infraestrutura#

Tudo rodando em plano gratuito:

  • Frontend: Vercel
  • Backend: Render
  • Banco de dados: Neon

Nada aqui foi pensado para escala.

A ideia é simples:

build to learn

Colocar o sistema de pé, testar ideias, entender decisões na prática
e aprender com os erros enquanto o custo ainda é zero.

Depois disso — se fizer sentido — aí sim penso em evoluir.


O que ficou claro até agora#

  • contexto bem estruturado muda completamente o resultado
  • regras explícitas ajudam mais do que prompts “inteligentes”
  • IA não resolve arquitetura ruim
  • separar responsabilidades continua sendo essencial

Conclusão#

Ainda estou aprendendo a usar esse tipo de ferramenta, mas uma coisa já ficou evidente:

Quem souber estruturar contexto vai extrair muito mais da IA.

No fim, não é sobre deixar a IA fazer tudo, é sobre saber direcionar.

Bryan Alvarenga

Estudante de Engenharia de Software interessado em entender como sistemas são projetados e construídos. Gosto de explorar tanto o lado visual quanto a lógica por trás das aplicações, especialmente no ecossistema web.

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  • Um agente mexendo no meu computador
  • O projeto
  • Minha primeira decisão: contexto
  • Documentação como interface para a IA
  • Estrutura
  • Separando responsabilidades
  • Como estou usando o agente
  • Exemplo de feature
  • Backend
  • Frontend
  • Notificações
  • Infraestrutura
  • O que ficou claro até agora
  • Conclusão